Mauro Picini
Mauro Picini Sociedade + Saúde 15/05/19

Exame toxicológico ajuda a diminuir o índice de acidentes nas estradas do país

Desde que a lei entrou em vigor em 2016, houve uma redução de 40% no número de acidentes com veículos pesados

Em 2016, entrou em vigor a Lei Federal13.103 que tornou obrigatória a realização do exame toxicológico para emissão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E, e na admissão e desligamento de motoristas contratados pelo regime CLT. Este exame tem destaque principalmente entre os caminhoneiros, visto que muitos ainda tem resistência em fazê-lo, devido a utilização de substâncias ilícitas, para se manterem acordados.  

As drogas sempre foram muito comuns nas estradas brasileiras, segundo números do Ministério do Trabalho, um terço dos caminhoneiros utilizam algum tipo de substância para se manter acordado por horas e horas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, em 2017 foram registrados 89.318 acidentes graves nas estradas e 48% deles foram provocados por caminhões.

 

Exame toxicológico

Além de garantir a segurança nas estradas brasileiras, o exame toxicológico de larga janela de detecção é rápido e extremamente eficiente, detectando a presença de metabólitos de drogas psicoativas que se depositam nos fios de cabelo ou pelos, por um período de no mínimo 90 dias. Hoje, o exame pode ser realizado em laboratórios de todo Brasil e, de acordo com a legislação, o resultado deve sair em até 15 dias.

Para garantir a segurança e a confiabilidade do resultado, todo processo de coleta de cabelos ou pelos é realizada na presença de uma testemunha para garantir um resultado seguro. Quando o exame é feito a partir de cabelos, são necessários cerca de 120 a 150 fios com, no mínimo, 4 cm de comprimento. Já em casos de coleta de pelos do corpo, é retirada uma quantidade equivalente a uma bola de algodão com 2 cm de diâmetro. São coletadas duas amostras - uma vai para análise e a outra fica armazenada pelo período de 5 anos, caso seja requisitada uma contra prova, no laboratório credenciado pelo Denatran para realização do exame.

“O teste analisa diversas substâncias, entre elas anfetaminas, metanfetaminas, MDMA, MDA, mazindol, femproporex e anfepramona. Além disso, conseguimos identificar também maconha, cocaína e seus principais metabólitos e os opiáceos codeína, morfina e heroína. A legislação exige um prazo de até 15 dias para o resultado, mas estamos preparados para entregar em no máximo 10 dias. Quanto mais rápido liberarmos os resultados o motorista será beneficiado ,já que o mesmo depende da CNH para as suas atividades profissionais”, explica o gestor do DB Toxicológico (www.dbtoxicologico.com.br), Jean Haratsaris.

 A empresa, uma divisão grupo Diagnósticos do Brasil, é certificada pelo INMETRO, tem uma estrutura exclusiva de atendimento para exame toxicológico e responde por aproximadamente 15% dos procedimentos realizados no país. Pensando na segurança do teste, a empresa trata a cadeia de custódia dos exames taxológicos com muito rigor, que começa pela capacitação dos coletores. Desde a implantação da ferramenta, quase 4 mil já foram treinados. Outro diferencial fica por conta da logística do grupo, que consegue atender a todo o mercado brasileiro com agilidade por meio de dezenas de unidades de atendimento e mais de 400 rotas que atendem, aproximadamente, 6.000 cidades.

De acordo com números do DB Toxicológico, a cocaína ultrapassou a anfetamina, popularmente conhecida como “rebite”, e é a droga mais utilizada por caminhoneiros. “Com a redução do custo da cocaína ela passou a ser ‘vendida’ em muitos pontos das estradas federais. Hoje, ela é responsável por mais da metade dos exames toxicológicos com resultado positivo. Ela é utilizada pelos caminhoneiros que querem ou precisam se manter acordados por várias horas”, detalha Jean Haratsaris. Caso o resultado do exame seja positivo para qualquer substância ilegal, o motorista terá a CNH suspensa e deverá aguardar três meses para realizar um novo exame.

“Após a realização de um novo toxicológico, a suspensão da carteira pode ser revista caso o resultado seja negativo. Sabemos da importância dos caminhoneiros para o Brasil, e é importante que eles entendam que a lei beneficia a todos visando aumentar a segurança e consequentemente a redução de acidentes em nossas estradas. Desde que a lei entrou em vigor entrou em vigor, houve uma redução de 40% no número de acidentes com veículos pesados”, completa Haratsaris.

 

As quatro mortes e o suicídio

Contemporaneamente, o fenômeno do suicídio tem registrado um aumento sem precedentes. Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicaram que em 2018 ocorreu um suicídio a cada 40 segundos, totalizando mais de um milhão de registros em todo mundo. A faixa etária mais atingida é a de jovens entre 15 e 29 anos de idade. Mesmo entre crianças e adolescentes dos 10 aos 14 anos, o suicídio é a sétima causa de morte.

O relatório da OMS indicou que entre os anos de 2007 e 2016 quase 110 mil pessoas tiraram a própria vida no Brasil. Se as tentativas de suicídio (nem sempre registradas) fossem somadas a esses dados, os números seriam ainda mais assustadores. A maioria dos estudos tem apontado transtornos de ordem psicológica entre as principais causas dessa tragédia mundial.

No entanto, penso que seja oportuno resgatar a contribuição de Émile Durkheim, fundador da sociologia, que na virada do século 19 para o 20 analisou esse fenômeno e concluiu que as causas de fundo do suicídio são de ordem social.  Ou seja, o indivíduo que decide tirar a própria vida o faz principalmente a partir de uma conjuntura que o afeta profundamente em sua psique.

Para explicar sua teoria, Durkheim classificava o suicídio em três modalidades. A primeira seria o suicídio egoísta, no qual o indivíduo não vê mais sentido em sua vida em face de uma realidade social com a qual não se identifica e nem se sente integrado. A segunda modalidade é o suicídio altruísta, no qual o ato de tirar a própria vida tem um sentido simbólico, quando o gesto se conecta com alguma ideia ou crença “superior”, a exemplo dos pilotos kamikazes japoneses ou dos homens-bomba. Existe ainda, segundo Durkhein, o suicídio anômico, ou seja, que ocorre em uma situação de desagregação social que pode ser provocada por tragédias naturais (tsunamis, terremotos), guerras, ou ainda por uma crise econômica aguda com altos índices de desemprego. 

É sobre esse último tipo de suicídio que quero chamar a atenção. Considerando que vivemos numa sociedade mercantilizada, em que temos que pagar por praticamente tudo, a condição de estar desempregado pode provocar um processo em quatro tipos de morte. A primeira, eu chamo de morte econômica. Sem emprego e renda, depois de um tempo a caridade da família e amigos (quando se tem) pode acabar, ou ser humilhante demais.

Já a morte econômica significa a restrição ao consumo. Ir ao cinema, passear, fazer um lanche fora de casa, comprar um presente para alguém e outras situações simples da vida são negadas a quem não tem dinheiro. As restrições da ordem econômica afetam também o convívio, a vida social e o ir e vir. Eis a morte social à espreita.

O resultado dessa dinâmica perversa de limitações e restrições no plano da sociabilidade humana é a morte psicológica, muitas vezes a se manifestar como depressão, angústia e sofrimento. A vida vai ficando embotada, perdendo o sentido. Para algumas pessoas, a sensação de fracasso e culpa pode se tornar insuportável. Na fase final desse processo podemos ter o desfecho definitivo, a quarta morte. Aquela possibilidade funesta que encerra todas as outras possibilidades, o projeto que encerra todos os outros projetos. 

Esse processo pode ser variável e pode não acontecer dependendo das capacidades de cada pessoa, de sua força interior ou resiliência. No entanto, o que nos causa profunda revolta é que a vida de muitas pessoas, principalmente as mais vulneráveis, não precisaria ser um expediente brutal de sobrevivência ou de sofrimento e frustração se tivéssemos uma sociedade (governos e sociedade civil) preocupada com o bem-estar de todas as pessoas.

 

Neurologista da Paraná Clínicas é selecionada pela Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, para validação de diploma

A neurologista da Paraná Clínicas, Dra. Catarina de Marchi, foi selecionada pelo Hospital da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, para o programa de validação de diploma de especialista. O processo seletivo contava com mais de 600 candidatos de todo o mundo e apenas quatro foram aprovados.

A validação é composta por três provas, sendo duas teóricas e uma prática, e é obrigatória para todos os médicos que desejem atuar ou realizar residência nos Estados Unidos. “Como tenho interesse de praticar a medicina de forma completa, com pesquisa e atendimento clínico, optei pela validação e residência”, explica.

Após a conclusão dos programas, Dra. Catarina estará apta a atuar como neurologista no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá. “Dessa forma, mesmo longe, acredito que poderei contribuir com pesquisas e sugestões de aprimoramento de cuidados para as instituições aqui do Brasil, como a Paraná Clínicas”, completa a médica.

O Hospital da Universidade de Louisville foi o primeiro no estado do Kentucky a ofertar todos os níveis de atendimento a Acidente Vascular Cerebral (AVC) Agudo e é referência no tratamento de doenças cerebrovasculares. Além disso, a instituição se destaca por suas linhas de pesquisa em distúrbios de movimento, como Doença de Parkinson, e epilepsia.

 

Sobre a Paraná Clínicas

Com 50 anos de atuação no mercado, a Paraná Clínicas é referência em planos empresariais. Tem a missão de cuidar da saúde, atendendo com excelência empresas e pessoas, oferecendo como diferencial os programas de saúde preventiva. Com uma infraestrutura moderna e planejada em uma rede interligada, a Paraná Clínicas conta com sete unidades próprias, chamadas de Centro Integrado de Medicina: CIM Água Verde; CIM Araucária; CIM CIC -24h; CIM Fazenda Rio Grande; CIM Rio Branco do Sul; CIM São José dos Pinhais; CIM Unidade Infantil - 24h (ao lado do Hospital Santa Cruz) e Hospital Dia (anexo ao CIM Água Verde), projetado para oferecer o que existe de mais moderno em procedimentos eletivos, permitindo  que os pacientes tenham alta no mesmo dia. Mais informações em www.paranaclinicas.com.br.

 

Entenda a diferença entre a vacinas contra Gripe Trivalente e Quadrivalente

Chegou a hora de se vacinar contra gripe! Temos disponível comercialmente no Brasil duas vacinas: a Quadrivalente e a Trivalente.

Mas qual a diferença entre elas?

A vacina trivalente protege contra três tipos de vírus que causam gripe. Já a quadrivalente protege contra quatro tipos, três que estão contidos na vacina trivalente e mais um.

TRIVALENTE = AH1N1 + AH3N2 + B

QUADRIVALENTE = AH1N1 + AH3N2 + B + B

 

Perguntas frequentes:

Qual vacina devo tomar? Ambas as vacinas são recomendadas e igualmente eficazes.

Tetravalente e Quadrivalente são a mesma vacina? Sim, ambas fazem referência a vacina que protege contra quatro tipos de vírus que causam gripe

A vacina pode ser aplicada em crianças? Sim, ambas as vacinas são indicadas a partir de 06 meses de idade.

Gestantes podem tomar a vacina? Devem tomar a vacina em qualquer fase da gravidez.

A vacina causa efeitos colaterais? As vacinas contra gripe são muito bem toleradas. Porém, algumas pessoas podem apresentar dores no local da aplicação.

A vacina causa gripe? Mito. A vacina é produzida com vírus inativados e fragmentados. É impossível causar gripe.

Posso tomar a vacina se estou doente? A vacina não pode ser aplicada caso você tenha febre no dia da aplicação ou tenha uma doença neurológica em atividade. Também não pode ser aplicada em pessoas que tenham alergia severa à proteína do ovo.

Qual é a vacina ofertada nos postos de saúde? É a vacina trivalente. A vacina quadrivalente, assim como a trivalente, pode ser encontrada somente em clínicas de vacinação.

TAGS: Gripe – Agradecimento pela dica - Clínica de Vacina Vacinum  - R. Santos Dumont, 2708 - 4 andar - Centro, Toledo -  Mais informações (45)  3056-0130.

 

Uopeccan de Umuarama está precisando de doações de alimentos

As doações devem ser entregues na sala da legião LFCC na Uopeccan, localizada na Avenida Paraná, 7592.

O Hospital do Câncer Uopeccan de Umuarama está precisando com urgência de doações de alimentos, como, arroz, açúcar cristal, feijão, óleo, café e leite. A solicitação é promovida pela LFCC (Legião feminina de combate ao câncer), responsável pela distribuição dos alimentos.

As doações são para pacientes que se encontram em tratamento no hospital, além das cestas básicas doadas para os familiares, por isso é importante que a comunidade se mobilize.